A fórmula da felicidade
Atualmente, as pessoas vão levando a vida, sem avaliar o modo que estão vivendo. Quando as consequências dos costumes não saudáveis chegam, elas procuram um médico ou um psiquiatra. Assim, as pessoas vão do consultório médico para as farmácias e habituam-se mais em função das doenças do que das coisas boas da vida. Apesar de muitos medicamentos serem eficazes e as indicações dos médicos sensatas, muitas pessoas acreditam no poder de cura das orações. Realmente existem muitos dados científicos que comprovam o impacto positivo da fé na saúde, porém não é sábio ignorar a medicina.
O cérebro e o corpo humano contêm uma grande quantidade de cabeamentos espirituais, que não possuem explicação científica. Durante uma oração, os lóbulos frontais do cérebro, responsáveis pela concentração e o foco, ficam mais calmos. Assim, com uma concentração nas ações praticadas, um equilíbrio emocional e um corpo relaxado, muitas doenças tendem a recuar e a felicidade aumentar.
Além disso, o pilar da crença religiosa consiste no amor altruísta, ou seja, lutar pelo bem estar do próximo é a condição essencial para a felicidade própria. Logo, as pessoas, que acreditam em Deus e que seguem os ensinamentos da religião, tendem a ser mais longevas que as pessoas descrentes, pois os fiéis que creem na existência de algo superior acreditam que a vida tem um significado, possuem gratidão pelos fatos positivos que lhes acontecem e superam
melhor as dificuldades pessoais, profissionais e estresse.
Por outro lado, existe o efeito placebo, uma espécie de magia curativa. Se um médico receitar para um doente um comprimido de açúcar e disser que é um analgésico, a dor pode desaparecer. Da mesma forma, o efeito placebo pode ocorrer na oração, pois a mente controla o corpo. Para alcançar uma vida deslumbrante não basta apenas rezar, é necessário esforçar-se e não esperar que um milagre caia do céu. À medida que se acumula mais experiências, fica cada vez mais fácil lidar com as inevitáveis perdas.
Já o fracasso é um meio para fazer com que se dedique mais. Afinal, decepção não mata, mas ensina a viver porque a pessoa se torna mais vigorosa nos momentos difíceis.
Em todos os tempos, o ser humano aspirou à felicidade e saúde. Se alguma coisa está desequilibrada, primeiramente, deve-se descobrir a causa do problema e esta, às vezes, está dentro da própria pessoa lesada, pois a força da palavra e pensamento influenciam o presente e futuro da mesma. O pensamento humano é constituído pela trilogia razão, sentimento e vontade. É imprescindível que a pessoa doente ou infeliz tenha vontade de sair da situação indesejável. Já a razão e o sentimento estão sempre em luta dentro do homem, o ideal é os dois se harmonizarem e a pessoa não pender para um só lado. Enfim, a felicidade encontra-se no equilíbrio entre razão e emoção, entre biológico e psicológico, entre vida pessoal e espiritual e entre satisfação no trabalho e lazer.
Juliana Freitas
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