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A Nova Forma de Amar


A evolução da independência feminina leva-nos diretamente a uma constatação maravilhosa de que nos tempos atuais as mulheres não querem mais ser a “cara metade”, não querem mais ser a sombra e seguir o velho ditado “atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”.
Atualmente a mulher quer e necessita ser uma fração inteira e não mais uma metade.
Estes conceitos foram mudando porque houve uma grande evolução. Citando Kalil Gibran: “um carvalho não cresce à sombra de um cipreste”.

Uma vez um homem sábio me disse que o amor não se mede por palavras e sim por atitudes.

Na verdade o que se busca hoje é uma relação onde exista individualidade, respeito, alegria de estar juntos e não uma relação de dependência do sexo oposto.

A mulher entendeu que não se pode sufocar um homem acreditanto que ele é o remédio para sua felicidade. Os traços da personalidade da mulher estão muito mais valorizados atualmente, e ela sabe que não deve viver somente para aceitar o projeto de vida de seu companheiro.

O homem de nosso tempo deve ser parceiro para trocar com a mulher uma relação de amor e desejo e não de necessidade, tipo eu gosto dele e quero estar com ele e não eu “preciso” dele. Se a mulher necessitar de um homem, ela terá sentimentos mesquinhos que acabarão por ”sufocá-lo”.

O homem deve ser hoje um grande companheiro e não um príncipe ou o “salvador”. Se ele for seu “salvador”, você não terá sua própria energia e tentará se alimentar da energia dele, SUFOCANDO o parceiro.

Na nova concepção, o amor deve aproximar dois inteiros e não duas metades Nas boas relações, ninguém exige nada de ninguém, os dois crescem juntos. Relações de dominação não devem existir.

Respeitar a maneira de ser do outro, fará com que vocês sejam duas pessoas inteiras conseguindo o prazer da companhia e o respeito do ser amado.

Deixe o outro saber que é importante para você, valorizando-o e não cobrando-o.

Pretendi com estas linhas apenas verbalizar o que muita gente sempre sentiu e pensou.

Devemos ser assim também com nossos filhos para não sufocá-los. Afinal, os tivemos e criamos para o mundo; eles não são nossa propriedade, cada um tem sua própria personalidade.


Teresa Cristina Beltrani Teixeira

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