A tarefa escolar
Começo de ano, novas expectativas e sonhos, materiais escolares com cheiro de novo... bom momento para olhar os alunos e programar uma visão do futuro.
Como queremos que eles sejam mais tarde, já crescidos, profissionais e pais de família, enfrentando as diversas tarefas que a vida vai lhes impor?
Tenho certeza que entre os professores haveria acordo em torno de muitos itens, afinal muitos diriam....
Que se tornem aprendizes pelo resto da vida;
Que saiam para o mundo como adultos dignos, com respeito por si mesmo e pelos outros;
Que consigam pensar com autonomia e independência e sejam capazes de se importar com a vida, com eles mesmos, com a comunidade, com o meio ambiente e com o planeta;
Que saibam usar bem os recursos do meio em que vivem e que também tenham as competências básicas de falar, escrever, ler, ouvir, e lidar com quantidades e números;
Que cresçam e permaneçam sensíveis, compreensivos e receptivos;
Que vivam felizes, com gosto pela vida e pela convivência.
Para ser coerente com a noção de que a educação escolar básica deve preparar para a vida, é preciso reconhecer que tudo na escola existe para desenvolver nos alunos um conjunto de características e competências igual ou equivalente a essa pessoa que desejamos formar, como a organização pedagógica, o conteúdo do currículo, a gestão da sala de aula que será o contínuo exercício de aprendizagem, autonomia, colaboração, cuidados, sensibilidades e uso de recursos.
O conhecimento é indispensável para que as características e competências que se usam na vida sejam constituídas.
A cultura é o processo pelo qual o homem atribui sentindo a sua existência e, consequentemente, ao mundo.
A escola é o lugar onde devemos aprender a tomar decisões conjuntas, a formar regras e também analisar e entender a cultura.
Já a ideologia da escola fará parte da formação do professor, pois estas estão diretamente ligadas à construção de saberes e irão transmitir cultura educacional à instituição a qual pertencem.
Os professores devem ter uma visão completa da profissão, e não apenas saberes cognitivos e estruturais.
Nesse sentindo, precisa-se permitir a dúvida, a emissão de opiniões, a construção de argumentações e diferentes pontos de vista, o que é natural das relações humanas.
Outro fator importante é que a escola oriente a família quando o aluno apresenta dificuldades pelo mau desempenho durante o ano letivo, pois a responsabilidade deve ser estendida também aos pais.
A escola tem que conhecer as diferentes dificuldades de aprendizagem para poder orientar os pais. O recomendável é acompanhar o desempenho dos filhos desde o inicio do ano letivo, para que a parceria escola-família não deixe de existir. Propondo, assim, que os alunos apreendam sempre os conteúdos do currículo para ultilizá-los na magnífica tarefa de viver.
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