Abuso Sexual Infantil: proteger as crianças é dever de todos
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Os vários casos de abuso sexual em crianças que são divulgados na mídia costumam ter concepções errôneas do assunto, exibindo raptos e assassinatos que somente geram medo e ansiedade nas pessoas, inclusive nas crianças. Esses casos de grande repercussão representam uma pequena proporção de um tipo de abuso sexual, diante da gama de tipos de abusos e de abusadores, que todos os dias ocorrem na família, na vizinhança, na comunidade.
A desinformação das pessoas e as opiniões deturpadas sobre o abuso sexual, alimentadas pelos casos informados através da mídia, prejudicam a proteção das crianças.
É preciso aumentar o conhecimento em torno do assunto para que o problema não seja varrido para debaixo do tapete, considerado como um assunto que “choca”, que “assusta”, e que portanto, não deve ser falado, principalmente com as crianças. Isso favorece somente àquele que abusa, que precisa silenciar a vítima, a criança, para que não seja descoberto. Encontrar uma maneira de conversar com as crianças é necessário, sem assustá-la, e proporcionar a liberdade para que fale de suas experiências, é uma forma de evitar a ocorrência de novos casos.
Pais e educadores precisam saber reconhecer os sinais iniciais que podem indicar o abuso sexual em uma criança; como os indivíduos manipulam as crianças e também os pais, para ganhar a confiança; e de como ficar alerta a qualquer situação que possa indicar o perigo.
Para minimizar os riscos, fiquem atentos a situações em que a criança está sozinha com um adulto, por mais absurdo que isto possa parecer, pois o adulto que abusa de criança, é geralmente aquele mais próximo e tem a confiança da criança, e muitas vezes da família. Outras dicas importantes:
- Monitorar o uso da internet, pois os aliciadores sexuais de crianças usam a internet para procurar pornografia infantil e ter acesso real às crianças, usando estratégias para atraí-las.
- Saber onde a criança está e com quem está.
- Quando a criança retornar de um local onde você não estava, observe o seu humor, e peça que descreva como foram as atividades.
Normalmente, as crianças não falam sobre o abuso, porque para convencer a criança a participar dos propósitos sexuais do abusador, ele utiliza de ameaças, ou de manipulações, que confunde a criança sobre o certo ou errado, envergonhando ou culpando a criança pelo ocorrido.
Além disso, algumas crianças são muito pequenas para entender o abuso que passaram.
Na idade apropriada, explique à criança sobre seu corpo e sobre o que é abuso sexual. Explique que o corpo é somente dela e que não deve ser tocado de um modo que as façam se sentirem amedrontadas, desconfortáveis ou confusas.
A criança deve saber que tem o direito de dizer “não” e que não terá problemas em contar para seus pais, e que não será culpada por isso.
O importante é quebrar o tabu e mitos construídos em torno do abuso sexual infantil e levar a informação para pais, professores e para as crianças, sem medos e segredos.
A responsabilidade de proteger as crianças é de todos nós adultos.
E lembrem-se que grande parte dos abusos sexuais não deixam marcas aparentes, envolvendo práticas sexuais com contato físico e sem contato físico.
Elaine Ribeiro de Barros - Assistente Social
elaine.ribeirobb@hotmail.com
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