Voltar

Álcool na adolescência

A adolescência é um período da vida em que o indivíduo quer ser aceito na sociedade a qualquer custo. Essa época é quando a pessoa desafia todos, não respeita regras, quer sempre ter razão mesmo sabendo que está errado, quer criar o próprio espaço dela, seu próprio “mundo” onde ela pode fazer o que quer quando quer.
Com o inicio dessa fase começam a aparecer as drogas, o tabagismo e principalmente o álcool, esses são os problemas mais conhecidos e freqüentes na vida do adolescente. A respeito do alcoolismo, cerca de 48% dos adolescentes, na faixa etária entre os 12 e 17 anos já beberam alguma vez na vida. Desses, cerca de 15% bebem regularmente e 7% já são dependentes. O álcool é uma das substâncias psicoativas mais precocemente consumidas pelos jovens. Diferentes estudos nacionais e estrangeiros sistematicamente confirmam a impressão genérica de que, se o álcool é facilmente obtenível e fartamente propagandeado, isto se reflete em seu consumo precoce e disseminado.

Ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcólicas para menores de 18 anos (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996), é prática comum o consumo de álcool pelos jovens – seja no ambiente domiciliar, seja em festividades, ou mesmo em ambientes públicos.
A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente ao tema: por um lado condena o abuso de álcool pelos jovens, mas é tipicamente permissiva ao estímulo do consumo por meio da propaganda.
E pode começar na brincadeira, nas memoráveis bebedeiras com os amigos, nas baladas,etc. Os jovens estão bebendo bastante e cada vez mais cedo. A oferta é muita, o acesso fácil.

Além disso, o álcool é tolerado e aceito socialmente. Ninguém se espanta ao ver um garoto com uma latinha de cerveja na mão ou uma menina bebendo um copo de vinho. Os pais, com razão, temem a ameaça da maconha, cocaína, crack e outras drogas consideradas pesadas, mas são complacentes com relação à bebida, até porque esta faz parte da vida social, do churrasco no final de semana ao uisquinho para relaxar. E aí, quem não tem um caso de porre ocorrido na mocidade para contar? Realmente, se os adultos não consideram o álcool uma droga, fica complicado esperar que os jovens o façam.
O cuidado e a proteção dos filhos são funções dos pais. No caso das drogas, a proibição representa exatamente isso. Quanto mais tempo você conseguir mantê-los longe da bebida melhor. Eles vão tentar dobrá-lo, fazer cara feia, dizer que os pais dos amigos permitem e usar de todos os argumentos para tirar você da sua proposta, mas é preciso ser firme.

Mas, se você já se vê no meio deste problema, dependendo do caso, é possível que esse adolescente só queira algum apoio, alguém para conversar e, na falta disso, recorre a coisas que lhe possam passar a sensação de que está tudo bem, mesmo que seja uma sensação de curto prazo.

Outros