Amar é o melhor remédio
Cara leitora, nos últimos anos, venho fazendo uma análise a respeito das dores, sobretudo daquelas que avassalam nosso peito, tiram o ar, comprimem. Assim sendo, cheguei a uma conclusão que gostaria de dividir com você:
“Amar é o melhor remédio!”
Diria mais, o que cura todas as feridas é o amor, e não o tempo. Quem de nós não necessita e deseja de todo coração ser amado? Necessitamos ser aceitos, admirados, necessitamos de nosso “bando”, família, amigos, contexto profissional, de um grande amor (ou pelo menos de um amor), muitos defendem a teoria de que em grande proporção, essa necessidade é mais uma questão egóica do que puramente de aconchego.
Mas e esta sensação incrível de segurança que o amor nos traz? Concordo que todos nós queremos ter nosso ego “massageado” vez ou outra, saber que somos importantes, muitas vezes insubstituíveis, nos faz bem, mas que é bom ter um colinho só por ter e saber que temos a “mão amiga” de quem amamos, mesmo que não precisemos sempre, isso é.
Lembro-me de quando era criança e meu pai sempre dizia:
- Se precisar de uma mão amiga é só falar! Isso me fazia muito bem, quando algo dava errado me lembrava dessas palavras, desde a topada no dedão do pé até o mais profundo conflito emocional, essas palavras sempre me diziam que eu não estava sozinha e que, caso precisasse, lá estaria ele, com tudo o que pudesse oferecer, principalmente afeto. Muitas vezes não precisei naquele instante, mas ter essa certeza me fazia bem.
Nem sempre o amor é verbalizado, mas sabemos quando ele existe. Este afeto tão delicioso de sentir e de receber, é um grande amigo para todas as horas, seja para alertar, orientar, ajudar a crescer, dar colo, ser solidário, compartilhar ou apenas estar lá.
Temos muitos exemplos na história da humanidade de pessoas que seguem a vida amando, sem se ausentarem de suas responsabilidades, é claro, pois não estamos falando das paixões, que muitas vezes nos cegam, nos tiram o pé do chão, mas sim do amor, do querer bem, do compartilhar.
Existem muitas formas de amar, de oferecer e receber amor. O amor dos namorados, este é romântico por sua própria existência, nos faz querer estar perto, sentir o cheiro, olhar nos olhos, voltar atrás quando há desentendimento, nos leva a fazer planos para o futuro, viajar juntos (mesmo que em pensamentos), escolher uma música para dividir, adivinhar pensamentos. Nunca deixe de namorar, principalmente se está junto há muitos anos. Hoje, me parece que as pessoas acham mais fácil trocar de parceiro do que regar o amor, é como se tendo um novo eleito tudo fosse diferente e pudessem, assim, viver sempre um início de romance, com friozinho na barriga e tudo mais.
A convivência transforma o amor, e qualquer amor pode se tornar uma chata rotina, como um jardim repleto de ervas daninhas. Ao invés de plantarmos um novo jardim, talvez valha a pena cuidarmos sempre do nosso jardim, com paciência e amor.
Hoje queremos tudo pronto, não queremos enfrentar a mínima dificuldade, o que não me satisfaz mais eu troco, ao invés de tentar resolver, às vezes fugir de uma situação nos parece mais fácil, será?
E o amor de mãe, de pai, ah! Estes são intensos, muitas vezes extraem até a última gota da sua paciência, força, coragem. Em seguida, quando você está exausta, te enchem de esperança e alegria, resgatam a criança que existe em você e te fazem acreditar num amanhã melhor. É uma verdadeira inundação de um delicioso afeto.
Dormir com o filho, sentir o cheirinho de seus cabelos macios, contemplar suas mãozinhas pequenas, fazer arte com ele e, depois, vê-lo crescer, ter um “papo” de gente grande, ensinar e aprender com nossa maior criação. E assim vai seguindo sucessivamente, tantos amores, tantas possibilidades.
Amor de amigo, rir de situações que passaram juntos, relembrar antigas aventuras, é como viver novamente cada detalhe, chega a acelerar o coração, é um amor entusiasmado, nostálgico, pode nos remoçar 30, 20 anos em poucos minutos, e sem gastar um tostão!
Acredite, quem tem mais compaixão pelas pessoas, quem aprende a dividir (principalmente o amor) é muito mais feliz, e está sujeito a apenas um efeito colateral, ter muita paz no coração.
Ame muito, e seja mais feliz!
Maria Cecília S. Bellini Santoro
Psicóloga - CRP 06/40825-8
Outros
- Inteligência Emocional
- 2008, com o pé direito e o peso mais magro!
- A Acupuntura e a Odontologia
- A Auto-motivação
- A compreensão
- A criança e a sua vida rica em ensinamentos
- A criança e suas descobertas
- A criatividade e o mercado de trabalho
- A Difilculdade de Aprendizagem na abordagem Fonoaudiológica
- A eficiência da Mulher representa um perigo para ela própria ?
- A equação - Parte I
- A equação - Parte III
- A equação - Parte IV
- A equação - Parte II
- A Esquizofrenia







