Feliz Ano Velho, Feliz Ano-Novo
Fim de ano. Natal. Mais um ano que termina. Puxa... 2007!!! Parece que foi ontem que eu me arrumava para a entrada de 2006. Nossa... realmente o tempo tem asas. E o que será do ano que vem? Oras... cada um terá um 2007 da mesma forma que teve um 2006. Cada um viverá 2007 da mesma forma que viveu 2006, pois o ano muda, mas a vida é uma só. Aliás, o modo de viver a vida é o mesmo; o mesmo para cada um. Você aí, lendo isso aqui agora deve estar discordando de mim, mas vamos ver.
Você há de concordar comigo que problemas vêm e vão. E fases difíceis também. De vez em quando a vida nos dá na bandeja algumas perdas insuportáveis; outras vezes nós é que jogamos fora a bandeja e perdemos então, tudo de bom que nela havia. Para tudo isso, a vida não nos telefona marcando hora nem local de encontro. A vida simplesmente... acontece. E o que fazemos com o que vem na bandeja, só depende de nós mesmos.
O ponto é a forma como encaramos as dificuldades, a forma como nos esforçamos para solucionar questões supostamente insolucionáveis, é individual, está dentro de cada um de nós.
Eu costumo comparar a vida a uma trilha em meio a floresta. Nós nunca sabemos aonde dará, temos uma certa expectativa, às vezes até uma premonição, mas certeza nunca temos. De nada. Durante a nossa caminhada aparecem atalhos e caminhos curiosos. Cabe a nós continuarmos na estrada conhecida e segura ou nos aventurarmos em um caminho de sabe-lá-aonde-vai-dar. Mas nós temos o poder de discernir sobre os prós e contras e optar pelo o que mais nos agrada. Mas a floresta esconde outros mistérios.
As pedras. Estas são os obstáculos que surgem para nos atrapalhar. Ou melhor, para nos fazer crescer e para nos obrigar a pensar com dedicação, concentração e responsabilidade na meta que desejamos alcançar. Os fracos se desesperam na primeira pedrinha. Os fortes enfrentam rochas, morros e tempestades. Mas a floresta ainda tem mais mistérios.
Os urubus, os morcegos, os seres viscosos e venenosos. Todos escondidos em cavernas, nas profundezas das águas. E sempre tentando destruir o bom, causar danos ao outro. São seres alimentados pela podridão. Há aqueles que quando se deparam com uma serpente, abandonam o caminho e saem correndo. E há aqueles que ao se depararem com uma serpente, encaram-na de frente, sem medo algum, com confiança em si mesmos, observam atentamente o rastejar, pois, para vencer o inimigo é preciso conhecer as suas artimanhas. Isso leva à superioridade.
Portanto, sejamos fortes e confiantes em nós mesmos. Não permitamos que serpentes nos tirem o que há de melhor em cada um de nós: a vida, o brilho nos olhos, a gargalhada espontânea, o abraço amigo, o colo acolhedor. Mas, calma! A floresta ainda esconde muitos mistérios.
São as borboletas. O som da cachoeira. A brisa do vento em nossas faces. O gosto da água da chuva. Os esquilos subindo em árvores, os coelhos entrando em tocas. Durante o dia o som das araras, à noite o som das corujas. É a floresta que sorri. Sorri para a vida.
E assim a vida é. Cheia de momentos mais ou menos, com alguns menos menos. Mas vamos nos esforçar para termos uma vida mais mais. Deixemos os predadores morrerem de fome e cultivemos o mel junto com as abelhas.
Boas festas a todos e não se esqueçam: viver o Ano-novo é apenas um reflexo de como vivemos todos os Anos Velhos. Além de uma mesa especial e abraços afetuosos, desejo também, que todos espalhem não apenas os panetones, frutas secas e champagne, mas que espalhem da melhor maneira possível a semente que há dentro de cada um, espero que de frutos e flores, e não de pedras e areia.
Lembro a todo o momento do arco-íris, pois para os que lutam verdadeiramente a favor da vida, ao final, sempre há um pote de ouro!
Denise Souza Dias
Musicoterapeuta, Psicopedagoga e Pedagoga
terapiasludicas@yahoo.com.br
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