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Fibro Edema Gelóide - Celulite

Para descrever sobre este tema, devemos deixar claro a inadequação do nome celulite para tal alteração.
O termo "ite" corresponde a alterações ligadas a processos inflamatórios que apresentam sinais característicos: dor, rubor (vermelhidão), calor e edema (inchaço). No fibro edema gelóide ocorre a presença de apenas dor e edema não podendo então ser classificado como inflamação.
Como aparece:
Em primeiro lugar, ocorre um acúmulo de lipídios (gordura) dentro do adipócito (célula de gordura). Este aumento também causa uma compressão nos vasos sanguíneos e linfáticos desta região, a qual obriga estes vasos a se dilatarem e facilitando assim o extravazamento de líquidos, provocando o edema.
Em seguida, reações químicas vão acontecendo dentro do tecido, onde as fibras colágenas (que sustentam a pele) se proliferam (aumentam) e se tornam mais espessas (grossas) e endurecidas e uma substância importante chamada amorfa (que banha as células da pele) passa de um estado líquido para gelatinoso. Estes fatores juntos vão formando uma rede de tecido fibroso (endurecido), que impede a troca de gases e nutrientes fundamentais, evoluindo para formação de nódulos (caroços).
Trata-se então de um tecido mal-nutrido, mal- oxigenado, desorganizado e sem elasticidade que resulta em uma alteração estética do relevo cutâneo "furinhos".
Fatores Predisponentes:
Sexo feminino, idade, gestação, alterações hormanais (estrógeno), fumo, sedentarismo, uso de anti concepcional, entre outros.
O fibro edema gelóide apresenta-se em três gruas: leve, moderado, grave, daí então a necessidade de procurar um profissional para avaliação de cada caso.
Tratamentos indicados mediante avaliação: drenagem linfática, ultra-som, exercícios físicos, endermoterapia, cosméticos específicos e alimentação balanceada.

Dra. Flávia Assunção
CREFITO 40.828
flavia.austa@ig.com.br

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