Formal ou coloquial?
As pessoas vivem me perguntando a respeito da maneira correta de falar, se está certo falar assim ou se está certo falar assado. Resolvi, então, escrever sobre isso, porque eu, particularmente, acharia muito monótono adotar a linguagem formal ao uso do dia-a-dia. Afinal, quando estamos entre amigos prezamos pela irreverência e descontração, qualidades que são verbalizadas através da linguagem coloquial. Porém, se estamos em uma reunião de trabalho ou se precisamos redigir um texto que será entregue a alguma autoridade ou mesmo alguma solicitação, não cabe sermos coloquiais e aí sim é interessante nos apropriarmos da seriedade que a linguagem formal nos proporciona.
Claro que existem alguns errinhos, que são frequentemente cometidos nos grupos de conversas e que devem ser evitados independente da formalidade ou do coloquialismo da conversa.
Não existe seje ou esteje, é sempre seja ou esteja. No caso dos verbos terminados em “er”, “ir” a conjugação termina em “a”, logo, no caso do verbo “ser” - “Ela quer que eu seja”. No caso do verbo “estar” trata-se de uma exceção, pois quando utilizado no presente do modo subjuntivo o correto é dizer esteja - “Ela quer que eu esteja lá pontualmente”.
Utilizamos “meia” quando nos referimos a um substantivo, pois aí a palavra é utilizada como numeral e significa metade, concorda com o substantivo a que se refere. Sempre que a palavra “meio” for utilizada como advérbio de intensidade, torna-se invariável, neste caso - “Lúcia estava meio zonza”.
Ah, não podemos esquecer que quem falava “mim” eram os índios na época da colonização, portanto, o sujeito deve ser representado por pronome do caso reto, logo, “eu” - “Vocês não começarão sem eu chegar” ou “Compre farinha para eu fazer o bolo”.
Prestem atenção nestas dicas, mas lembrem-se, “Errado é aquele que fala correto e não vive o que diz” (Fernando Anitelli).
Bianca Stucky
Formada em Letras e integrante
da Equipe Dicas Mulher
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