Incontinência urinária
Dona Núbia sofria perdas urinárias desde os 14 anos de idade, sempre que realizava esforços físicos, como tossir, espirrar, rir e levantar pesos. Aos 40 anos foi submetida a cirurgia para levantamento da bexiga, mas continuou perdendo urina aos esforços. Aos 70 anos perdeu uma grande quantidade de urina diante das amigas no dia de seu aniversário! Sentiu-se deprimida por vários dias. A humilhação é, muitas vezes, inevitável entre os portadores de incontinência urinária. Tenho visto pessoas com condições financeiras razoáveis, mas que deixam de sair de casa, devido ao descontrole sobre seus sistemas urinários. Afastam-se dos amigos, isolando-se, e, muitas vezes, negando-se até a alegria da convivência com seus familiares.
Muitos desconhecem os novos tratamentos relacionados às perdas urinárias. Tratamentos relativamente simples e que poderiam devolver a eles a possibilidade de desfrutar dos relacionamentos sociais.
O incontinente geralmente sofre calado, certo de que sua luta é solitária. Um paciente relatou que sofreu perdas urinárias por dez anos, sem nunca haver comentado com seu ginecologista o fato que tanto a incomodava. A Incontinência Urinária de Esforço, perda urinária associada a atividades como tossir, espirrar, rir, dançarm carregar pesos, subir degrraus é um tipo de continência mais comum na mulher e, geralmetne, está relacionada a frouxidão da musculatura do assoalho pélvico (região que sustenta os órgãos da cavidade abdominal e fora a parte baixa localizada entre as partes próximas das coxas, entre a vagina e o ânus.)
Alta porcentagem de incontinentes evita realizar atividades que provocariam as pedras, e muitos são insatisfeitos sexualmente, evitando a relação sexual com receio de perda urinária duranto o ato. Muitos sofrem com processos de irritação da pele, causadas pela acidez da urina, devido ao contato permanente com absorventes e fraldas descartáveis e, a maioria, diminui consideravelmente e ingestão de líquidos no intuito de "diminuir" as pedras. Algumas pessoas tem o que chamamos de Incontinência Mista, trata-se da combinação dos sistomas de perdas urinárias de esforço às perdas urinárias de urgência. Alguns casos são tão graves que a perda de urina ocorre em qualquer posição. O vazamento é contínuo e é chamada de Incontinência Total. Atualmente um número considerável de atletas são portatores de perdas urinárias. O excesso de exercícios de alto impacto e a prática abusiva do uso de pesos, associados ao enfraquecimento da musculatura do períneo podem ser responsáveis pela chamada Incontinência do Esporte.
A Fisioterapia oferece atualmente tratamentos diversos na área de Uriginecologia, como a Enruse Noturna Infantil (criança que urinam na cama até idades mais avançadas), o Vaginismo (contração involuntária da musculatura da vagina, que impede a relação sexual e os exames ginecológicos), a Dispareunia (dor na relação sexual), as incontinências urinárias e disfunções sexuas pós cirurgia de retirada de próstata (Prostatectomia), etc. Atualmente diversos tipos de tratamentos podem ser utilizados frentes a problemática da incontinência urinária, porém três deles são tidos como tratamentos fundamentais: intervenção fisioterapêutica (tratamento fisioterapêutico), terapia farmacológica (através de medicamentos receitados por profissionais médicos); e terapia cirúrgica (na eventual necessidade de correção de defeitos ou má-formação é indicado de acordo com o tipo de disfunção que o paciente possui, sendo necessária, muitas vezes, a associação dessa terapêuticas. O trabalho da fisioterapia representa, atualmente, uma das melhores opções de tratamento preventivo, de baixo custo, com obtenção de bons resultados e, principalmente, por sua característica não invasiva evitando, muitas vezes, intervenções cirúrgicas ou ainda minimizando sintomas em pacientes que apresentam recidivas destas intervenções.
Dra. Sílvia Lúcia Tarifa
Crefito: 3059F
silviatarifa@yahoo.com.br
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