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O Verdadeiro Amor

“As coisas que amo.. deixo-as livres. Se retornarem... são minhas; se não retornarem... nunca foram.” (do livro Fernão Capelo Gaivota)
É uma coisa muito difícil de se cumprir, até posso dizer que para alguns isso é impossível.
As pessoas quando amam querem exclusividade, nada mais justo, é claro! Mas essa exclusividade não significa posse. Quando amamos não somos “donos”, não somos “proprietários” de ninguém, apenas, através do amor, nos doamos, nos entregamos e queremos viver esse amor com total exclusividade.
Porém, essa exclusividade, não pode ultrapassar os limites do bom senso, com exigências absurdas, transformando o relacionamento num “verdadeiro inferno”, num “campo minado", pois o ciúme excessivo levará ao desequilíbrio, à desconfiança e ao desgaste do relacionamento.
Uma coisa que deveria ser prazerosa, passa a ser um tormento, passa a ser uma obrigação.
Aquela certidão de casamento que deveria, simplesmente, ser uma coisa pró-forma, para dar uma satisfação à sociedade e garantir o futuro de ambos, segundo a lei dos homens, transforma-se num recibo de compra e venda. Os dois, ou um dos dois,deturpam o sentido do que vem a ser um casamento, e passam a considerar o outro como um objeto de uso pessoal.
Algumas pessoas (tanto homens quanto mulheres), não acreditam numa verdadeira amizade entre duas pessoas do sexo oposto, acham que sempre existirá um outro interesse por trás dessa amizade,a ponto de não aceitarem as amizades do outro, insinuar e enxergar coisas que realmente não existem, o que é um grave erro, pois a verdadeira amizade independe de sexo.
Quando temos um verdadeiro amigo, não enxergamos o sexo, e sim, um outro ser humano que nos faz muito bem e em quem confiamos.
Temos que amar com segurança, sabendo estabelecer limites, respeitando a liberdade e as preferências do outro.
Não podemos e não devemos usar o outro como desculpa para as nossas atitudes, desistindo dos nossos sonhos, renunciando aos nossos ideais, nos anulando, pois mais tarde, iremos cobrar tudo isso que deixamos para trás, culpando o outro pelo que deixamos de fazer.
No amor, deve existir cumplicidade, companheirismo, um acordo comum entre os dois, cada um deve ceder um pouquinho para felicidade de ambos e segurança do relacionamento.
Precisamos ter consciência do nosso valor, sabermos que não só o outro é importante para nós, mas que também somos tão ou mais importante para ele(a).
Que da mesma forma que ele(a) faz parte da nossa vida, também fazemos parte da vida dele(a).
Devemos nos conscientizar que nem sempre o amor é eterno (melhor seria se fosse!), que ele pode acabar ou diminuir e devemos saber aceitar esse fato, mesmo com muito sofrimento.
Como ouvi de um amigo falando em relação ao fim do seu casamento: “Estou sofrendo como sei que ela também está sofrendo, mas infelizmente não mandamos no nosso coração, determinando quem ele deve ou não amar.
Quando iniciamos um relacionamento, ambos amam, mas quando termina, geralmente somente um deixa de amar, e isso torna a separação dolorosa e, às vezes, inaceitável.”
É a mais pura verdade, quando o amor inicia existe uma troca, ambos amam, mas quando acaba, na maioria das vezes, somente um deixa de amar, fazendo com que o outro não entenda e não aceite o fato, procurando uma justificativa para o que aconteceu, tentando entender onde errou e se culpando pela separação.
O maior inimigo do amor é o tempo, que faz o relacionamento cair na rotina e no marasmo. Para que isso não aconteça, é necessário que estejam sempre vigilantes, renovando-se a cada dia.
Pois o amor não se impõe... conquista-se. Não é somente receber, é também doar-se.
Não é somente ter, é também dar. Não sou “eu” e sim “nós”.
Por tudo isso, não devemos prender uma pessoa ao nosso lado somente por obrigação, pois na primeira oportunidade ela nos deixará, ela baterá asas e voará para longe.
Mas se ao contrário, ela se sentir feliz ao nosso lado, se nós realmente formos o complemento da sua vida... ela poderá voar pra onde quiser, pra onde puder, mas sempre nos terá em seu pensamento e em seu coração, sabendo que a sua felicidade está ao nosso lado, e isso fará com que haja lealdade, sinceridade e muito amor, e havendo isso, o seu vôo sempre terá um retorno, um retorno para o nosso lado, para os nossos braços, pois se voltou.... é porque nos ama, e é nosso...

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