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30 dias em Paris: momento mágico de cultura e aprendizado

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Minha viagem foi com o propósito de estudar. Especificamente falando, fazer um curso de francês e um outro para minha carreira profissional, uma especialização em Direito, na Sorbonne, que foi a realização de um sonho antigo, de conhecer e fazer parte da histórica universidade.
O maior complexo na França, dedicado à Literatura, Línguas, Civilizações, Artes, Humanidades e Ciências Sociais, está localizado sobre suas fundações originais medievais, me mostrou um mundo que eu sempre sonhei em conhecer. Para quem não sabe, Paris Sorbonne Universite é a herdeira principal da Sorbonne antiga, que remonta ao século 13. Foi uma das primeiras universidades do mundo.

Saímos do Brasil em 01 de julho, estávamos num grupo de trinta mulheres que foram para fazer um curso de francês no Institut Catholique de Paris, no qual eu também me inscrevi e através dele pude desvendar um pouco do sedutor idioma Francês, guiada pela querida professora Suraya Saba.
Visitei vários lugares encantadores, sempre checando a maravilhosa culinária local, pois estava acompanhada da Chef Malu, minha querida mãe, que me guiou pelo delicioso mundo da gastronomia local.

O primeiro passeio foi no bairro boêmio de MontMartre. Absolutamente encantador, o bairro é repleto de bistrôs e restaurantes tipicamente franceses.
É também conhecido como o bairro dos artistas, que ficam espalhados em volta da praça principal e pintam seu retrato na hora e um artista japonês, que já foi até citado em uma matéria do programa Fantástico, que apenas olhando você, reproduz seu perfil em papel cartão, usando apenas uma tesoura. A grande dica é percorrer o bairro todo, ao contrário do que fazem quase todos os turistas, que dão meia volta após conhecer a famosa Catedral.
Ir ao Louvre, conferir de perto o sorriso maroto da Mona Lisa e as preciosidades históricas que lá estão guardadas; visitar o Jardim des Tuileries; Place de la Concorde, em cujo centro que se colocou a guilhotina que acabou com a vida de Luis XVI e Maria Antonieta, entre centenas de outras execuções. Após a revolução, essa praça foi batizada como Place de la Concorde.

A Avenue des Champs-Elysées, é uma das mais famosas avenidas do mundo e com aluguéis que chegam a € 1,1 milhão por ano, por 92,9 metros quadrados de espaço, ela continua a ser a segunda avenida mais cara em imóveis em toda a Europa; Torre Eiffel, Catedral de Notre Dame, Igreja de la Madeleine, Museu d’Orsay, Museu L’ Orangerie, L’Opéra, Santuário da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, bem como conferir um concerto recostada em uma árvore no belíssimo Jardin du Luxembourg , devem ser passagens obrigatórias em seu roteiro.

Para as compras, dicas especiais são Galeries Lafayette, Plantam e Bon Marché. A loja principal da Galeries Lafayette é conhecida como Galeries Lafayette Haussmann e tem 10 andares. Sendo que o complexo é formado por mais duas lojas: Lafayette Homme: 4 andares; Lafayette Maison: 5 andares. No seu interior, estão diversas lojas repletas de produtos sofisticados, como a John Galliano e a Louis Vuitton. A Lafayette Maison é uma das áreas mais recentes da Galeries Lafayette, e é a maior loja de decoração da Europa, com 10 mil metros quadrados. Tem como slogan: “Ici, la mode vit plus fort.” (“Aqui, a moda vive mais forte.”)
Um lugar que me encantou de maneira especial foi o museu de Cluny. Oficialmente chamado de Museu Nacional da Idade Média é um museu de Paris dedicado à preservação de um rico acervo de arte medieval. Desde sua fundação como museu em 1843 a coleção vem sendo ampliada, e hoje é capaz de formar um panorama abrangente de arte e história desde a Gália Romana até o século XVI. Me fascinaram, em particular, as tapeçarias da série A Dama e o Unicórnio, vale a pena ficar uma tarde inteira admirando esse encanto de arte e filosofia, é de perder o fôlego.

O jardim de Monet é um brinde aos olhos e ao paladar. Pense num pequeno povoado francês, onde a noite é tão quieta e escura que se pode contemplar um céu estrelado mais que perfeito e que, pela manhã, o sol revela cores deslumbrantes nas flores dos jardins da casa de Monet. Assim é Giverny. A vila foi escolhida pelo impressionista Claude Monet como refúgio em 1883. Sete anos depois, já bem sucedido na pintura e com algum dinheiro para investir, Monet construiu em Giverny a casa e os jardins que gostaria de retratar em suas obras. Dentro da Casa de Monet, existe um restaurante baseado nas principais preferências gastronômicas de Monet.
A visita a Versalhes não pode faltar. Eu daria uma dica, inicie o passeio pelo jardim e não deixe de visitar o Petit Trianon: o ambiente é simplesmente encantador.

Sobrando tempo, aproveite para experimentar o delicioso Mont Blanc da confeitaria Maison Angelina, nas imediações.
O final deste sonho foi o mais encantador possível, passeio à noite no Louvre, saindo de lá já quando o museu estava sendo fechado.

Por Carol Colucci
carolharam@yahoo.com.br

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