Associação de Diabetes Juvenil (ADJ)
Meu filho está com diabetes. E agora?
“É como se o mundo desabasse”, disse Evelin Cury ao tentar explicar o que sentiu quando descobriu que a filha mais nova é portadora de diabetes juvenil (ou tipo I). Porém, ao invés de choramingar pelos cantos, deu a volta por cima e buscou informações para lidar com a disfunção (ela dispensa o termo “doença”). Hoje faz parte da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) de Ribeirão Preto, cujos objetivos principais são trocar experiências com as famílias de jovens portadores de diabetes e orientar os profissionais que mantêm contato com eles, como professores escolares.
O diabetes juvenil, menos comum e mais agressivo que o diabetes senil (ou tipo II), se manifesta em crianças e jovens de 0 a 20 anos. Neste, o pâncreas não produz insulina, que auxilia o organismo a processar o açúcar no sangue, e por esse motivo são necessárias aplicações de injeções diárias desta substância.
Ainda não foi descoberta a causa do diabetes juvenil, porém sabe-se que há uma grande participação genética e imunológica. Embora não haja cura, há tratamentos preventivos contra complicações graves (cegueira, falência dos rins, amputações dentre outros), como a própria injeção, dieta específica, prática de atividades físicas e controle glicêmico diário.
Mas como Evelin descobriu que a filha estava com a doença? “Ela começou a emagrecer e eu imaginei que estava se espelhando na irmã mais velha. Passado um tempo, percebi que tinha muita sede, urinava mais que o normal e quando voltava da escola só queria saber de deitar e dormir, estava muito cansada. Quando começou a ficar muito pálida, levei-a ao médico e foi feito um exame. A diabetes foi comprovada”, relembra.
Na ADJ, Evelin e os outros membros se reúnem quinzenalmente. Porém, o objetivo maior é o de levar informação e orientação às famílias carentes. “Muitas famílias não sabem que a criança pode sair do hospital com o aparelho e as fitas, cedidas pelo governo. Além disso, desconhecem os produtos que o jovem diabético pode consumir”, afirma. Uma parceria entre a ADJ e uma distribuidora de doces de Ribeirão Preto resultou numa ação para que as famílias carentes tenham acesso aos produtos diet, que têm um custo maior: um sorteio mensal de uma cesta com diversos produtos como chocolates, bolachas etc.
Orientação na Escola - Para promover a relação interpessoal da criança e do jovem diabético no ambiente escolar, a associação desenvolveu o projeto “Diabetes na Escola”. A intenção é orientar os professores quanto à disfunção e ao que devem fazer em casos de urgência, como em uma convulsão. Os preparam também para que evitem qualquer tipo de discriminação. “É comum as crianças, quando sabem que um coleguinha tem diabetes e não pode comer açúcar, o provocarem comendo doces ou dizendo: 'seu diabético', em tom de xingamento. O papel do professor de orientador da sala é fundamental”, diz Evelin. A ADJ também realiza palestras, todas gratuitas, em empresas interessadas.
Todos os interessados podem participar das reuniões da ADJ, que acontece na sede da escola Vivinfância, quinzenalmente às quintas-feiras a partir das 20h. O endereço é Rua João Penteado, 1209. Telefone: (16) 3021-7388. E-mail: adj-rp@hotmail.com
Por Acontece Comunicação (acontece@acontece.jor.br)
Outros
- ABRAPEC possibilita melhoria de vida a seus pacientes
- ADEVIRP
- AMA-RP quer construir sede própria
- Associação Comunidade Terapêutica Luciana Penteado
- Associação de Diabetes Juvenil (ADJ)
- Associação distribuidora de pães aos pobres
- Associação dos Cegos de Ribeirão Preto
- Associação dos Deficientes Visuais
- Associação Mão Amiga
- Associação Samaritanos de Ribeirão Preto - Mantenedora do programa CVV
- Associação São Francisco de Assis Gewo – Haus
- Cantinho do Céu
- Casa da Criança Santo Antônio
- Casa de Recuperação Renascer
- Cedhep







